Atualmente, a sociedade vive um dia a dia agitado, cheio de trabalho e afazeres a cumprir. Mas, apesar de normal, isso deve nos deixar em alerta: a rotina pesada tende a desencadear uma série de respostas físicas e psíquicas. Umas delas, a Síndrome de Burnout (também conhecida como síndrome de cansaço no trabalho).

Essa condição pode levar a pessoa a quadros profundos de depressão e ao isolamento, e isso interfere diretamente na produtividade, além de prejudicar todas as esferas da realidade de quem vivencia este problema, seja na vida particular ou profissional.

a sindrome de burnout

A síndrome foi reclassificada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), e a partir de janeiro deste ano passou a ser considerada como uma doença ocupacional. O transtorno está registrado no grupo 24 do CID-11 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde). No texto anterior, a síndrome era considerada como um problema de saúde mental e um quadro psiquiátrico.

Estamos tratando de um problema sério, que tem atingido ano a ano um número cada vez maior de trabalhadores. Por isso, preparamos esse guia onde abordaremos o que é a Síndrome de Burnout, seus sintomas e causas e como o RH pode intervir para prevenir essa doença.

Síndrome de Burnout: o que é?

De acordo com o Ministério da Saúde, a síndrome é “um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. ” 

É possível identificar um colaborador com a Síndrome de Burnout?

Sim. A doença é manifestada por sintomas físicos e psicológicos, que podem ser observadas nos colaboradores. Estresse e falta de vontade de sair da cama ou de casa, se constantes, podem indicar o início da doença.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, as características da Síndrome de Burnout são:

O que leva um colaborador a desenvolver a Síndrome de Burnout?

No geral, o trabalho excessivo pode trazer prejuízos à saúde mental de qualquer trabalhador, independente do cargo ou de sua posição hierárquica dentro da empresa.
A síndrome de cansaço no trabalho é recorrente em profissionais que atuam sob pressão e que possuem responsabilidades constantes.     

Também pode ocorrer quando o trabalhador que está envolvido em trabalhos de maior grau de complexidade, por algum motivo, se julgar incapaz de cumprir a tarefa estabelecida.

Além disso, o transtorno pode surgir quando há exigência do cumprimento de metas difíceis de serem alcançadas e prazos de entrega extremamente curtos.

a sindrome de burnout

Como o RH 4.0 pode contribuir para prevenção?

RH 4.0 preconiza a utilização da tecnologia para automatizar e otimizar as rotinas do setor, visando melhorias nos resultados. Além disso, foca não só na produtividade, mas também no capital humano, afinal, os trabalhadores são os grandes responsáveis pelo sucesso dos negócios.

Afinal, as pessoas são a principal força motriz de qualquer empresa. Por isso é tão importante o RH ficar alerta e cuidar para que os profissionais tenham um ambiente de trabalho que propicie a produtividade e ao mesmo tempo o seu bem-estar.

Ferramentas na gestão do RH

Com softwares e programas, o departamento responsável pela gestão de pessoas consegue acompanhar o desempenho dos profissionais e traçar seu perfil, e com base nessas informações, avaliar e propor ações para que o local de trabalho seja saudável e adequado para que o trabalhador sinta-se bem para realizar suas atividades e, com isso, ajudar a evitar algumas das questões que podem contribuir para desenvolver a Síndrome de Burnout. 

Com a tecnologia, o RH também pode controlar o fluxo das atividades, a divisão das tarefas e a jornada de trabalho, através do ponto eletrônico. Dessa forma, é possível mensurar se está havendo sobrecarga de trabalho e agir de maneira preventiva, a fim de evitar problemas de saúde nos trabalhadores.

E como o RH pode usar a gestão de liderança para evitar a Síndrome de Burnout?

Além de utilizar os recursos tecnológicos, O RH deve utilizar a gestão de liderança como um apoio para prevenir a síndrome de cansaço no trabalho.

Os líderes são aqueles que gerenciam diretamente todos os membros de uma equipe e suas ações. Por isso, o RH deve preparar as lideranças, para que elas saibam fazer a sua gestão de maneira humanizada.

O líder de equipe deve aprender a identificar e lidar com os casos de crise de Burnout. Além disso, deve ser preparado para saber como promover o bem-estar, melhorando a performance dos trabalhadores de maneira saudável e equilibrada. O gestor deve também estabelecer uma relação de confiança com seus subordinados, ser atencioso e passar tranquilidade. Dessa forma, terá uma equipe produtiva e engajada.

O RH pode desenvolver atividades para ajudar os colaboradores a não desenvolverem o Burnout?

 O setor de RH pode e deve intervir para proporcionar um ambiente de trabalho mais leve, onde os trabalhadores não se sintam pressionados e tenham liberdade para trabalhar.

Tendo em vista que, O RH conhece a fundo cada um dos trabalhadores e pode atuar junto aos líderes de todos os departamentos, propondo atividades para que os profissionais sintam-se mais confiantes, felizes e motivados.

Além disso, para evitar a Síndrome de Burnout, as empresas devem adotar iniciativas como:

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A Síndrome do trabalhador moderno

A Síndrome de Burnout, assim como o estresse e a ansiedade, são condições cada vez mais presentes em nossa sociedade. Contudo, é possível remediar e prevenir esse mal.

Para isso, o RH precisa focar na promoção de ambientes humanizados, capacitar as lideranças e difundir a utilização da automação para reduzir o volume de trabalho. Deve acompanhar os indicadores dos trabalhadores e com base nisso, realizar as ações necessárias para promover a saúde mental dentro das empresas.

Mais do que aumentar a produtividade, a tecnologia pode promover a qualidade de vida!